Foto: Marcelo Ribeiro (Caderno 7)
Crime aconteceu em 18 de abril de 2025 na Vila Lima, no centro da cidade
O homem acusado de matar a ex-companheira com uma facada, em abril de 2025, na cidade de São Gabriel, deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão foi proferida no último sábado (25) pela juíza Liz Gratchen, da Vara Criminal da Comarca da Fronteira Oeste.
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O réu, de 57 anos, responderá por feminicídio no contexto de violência doméstica, com as qualificadoras de uso de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima. A magistrada também determinou a manutenção da prisão preventiva. Ainda não há data definida para o julgamento, e o prazo para eventual recurso é de cinco dias a partir da notificação.
Durante a fase de instrução, foram ouvidas 14 testemunhas, além do interrogatório do próprio acusado. Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na residência do réu. Após uma discussão, ele teria desferido um golpe de faca no pescoço da vítima, de 47 anos. A causa da morte foi apontada como hemorragia externa e asfixia decorrente de lesão provocada por instrumento cortante.
A defesa solicitou a absolvição ou a impronúncia do acusado, sustentando a tese de legítima defesa, mas o pedido não foi acolhido nesta fase processual. Ainda cabe recurso da decisão.
O Tribunal do Júri é responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida. Nesses casos, a decisão sobre a culpa ou inocência cabe ao Conselho de Sentença, formado por sete jurados sorteados entre cidadãos. Em caso de condenação, a pena é fixada pela juíza que preside o julgamento.

Relembre o caso
A vítima, Juliana Proença, 47 anos, foi assassinada no final da manhã de sexta-feira, 18 de abril de 2025, em São Gabriel. O crime ocorreu na Rua Alcides Maia, na Vila Lima, no centro da cidade.
De acordo com o delegado Daniel Severo, responsável pela Delegacia de Polícia do município, na época do crime, o suspeito foi localizado e preso pela Brigada Militar pouco tempo depois em uma área rural do município. Junto com ele, a polícia encontrou uma faca, que supostamente teria sido usada para matar Juliana.
O delegado explicou que o homem havia confessado o crime.
– Ele confessou o crime para os policiais. Afirmou que a vítima teria entrado na casa dele para agredi-lo e que ele teria reagido à agressão e, com isso, esfaqueou a mulher – afirma o delegado.
A ocorrência foi atendida pela Polícia Civil e Brigada Militar. A casa da vítima fica ao lado da Unidade Básica de Saúde Brandão Júnior.